segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Será que ainda existem amores assim

Ele: Senti a tua falta hoje na escola, porque não foste?
Ela: Tive que ir ao médico.
Ele: Sim? Porque?
Ela: Por nada. Consultas anuais, só isso. Então, e o que demos em matemática hoje?
Ele: Não perdeste nada demais. Só um monte de apontamentos.
Ela: Ok, tá bem
Ele: Ok
Ela: Ei, tenho uma pergunta.
Ele: Diz
Ela: Quanto e que tu me amas?
Ele: Tu sabes que eu amo te mais do que tudo. Porque perguntas?
Ela: (silêncio)
Ele: Á algo de errado?
Ela: Não, nada.
Ele: Ok.
Ela: Quanto é que te importas comigo?
Ele: Eu daria te o mundo numa batida de coração, se eu pudesse.
Ela: Darias?
Ele: É, claro que eu daria. (parecendo preocupado) Á alguma coisa de errado?
Ela: Não, tá tudo bem.
Ele: Tens a certeza?
Ela: Sim.
Ele: Ok,.
Ela: Morrerias por mim?
Ele: Eu metia me a frente de uma bala para ela não te atingir.
Ela: Mesmo?
Ele: Mesmo. Mas agora, sério mesmo, aconteceu alguma coisa?
Ela: Não, eu estou bem. Tu estás bem, nós estamos bem. Está todo mundo bem.
Ele: Tá, então.
Ela: Bom, tenho que ir.  Vejo te amanhã na escola.
Ele: Tchau. EU AMO TE.
Ela: Também te amo, tchau.

O OUTRO DIA NA ESCOLA:

Ele: Ei, viste a minha namorada hoje?
Amigo: Não. Ela não veio ontem.
Ele: Eu sei, ela estava estranha quando me ligou ontem.
Amigo:Já sabes como as raparigas são de vez em quando.
Ele: Sim, mas ela não.

NAQUELA NOITE:

(o telefone toca)
Ela: Olá?
Ele: Oi.
Ela: Ah, olá.
Ele: Porque não foste a escola hoje de novo?
Ela: Ah, eu tinha outra consulta no médico.
Ele: Estás doente?
Ela: Hm, eu tenho que ir, minha mãe está me a chamar
Ele: Eu espero.
Ela: Pode demorar, ligo depois.
Ele: Tudo bem então, amo te.
(longa pausa)
Ela: (chorando) Olha, acho que devíamos terminar.
Ele: O que?! Po que?
Ela: Acho que é o melhor para nós dois agora.
Ele: PORQUE?
Ela: Eu amo te.
(ela desliga) 

A RAPARIGA NÃO VOLTOU A ESCOLA DURANTE MAIS TRÊS SEMANAS, E NÃO ATENDEU AOS TELEFONEMAS.

Ele: Olá.
Amigo: Oi. Então falaste com a tua ex?
Ele: Não.
Amigo: Então não soubeste?
Ele: Soube o que?
Amigo: Não sei se serei a melhor pessoa para te contar, liga para este numero. (passou um papelzinho para ele)

ELE LIGA PARA O NUMERO DEPOIS DA ESCOLA.

Voz: Olá Suppam County Hospital, aqui é a enfermeira Beckam.
Ele: Desculpe, eu devo ter ligado para o número errado, estou procurando por uma amiga.
Voz: Qual é o nome dela?
(o rapaz dá as informações)
Voz: Sim, este é o número certo. Ela é uma das nossas pacientes.
Ele: É mesmo? O que aconteceu? Ela está bem?
Voz: O quarto dela é o número 646, no prédio A, suíte 3.
Ele: O QUE ACONTECEU?
Voz: Por favor, venha cá e veja o senhor, obrigada.
Ele: Espere! Não!
(o telefone já tinha sido desligado)

O RAPAZ FOI PARA O HOSPITAL. A RAPARIGA ESTAVA DEITADA NA CAMA DO QUARTO. ELA PARECIA FRACA.

Ele: Meu Deus, estás bem?
Ela: (silêncio)
Ele: Amor, fala comigo!
Ela: Eu.. eu tenho cancro. Estou em suporte de vida.
Ele: (começa a chorar)
Ela: Eles vão desligar tudo hoje à noite.
Ele: Porque?!
Ela: Eu queria contar te, mas não podia.
Ele: Porque não?
Ela: Eu não queria magoar te.
Ele: Nunca me poderias magoar.
Ela: Eu só queria ver sentias o mesmo que eu sinto por ti.
Ele: ?
Ela: Eu amo te mais do que tudo. Eu daria te o mundo numa batida de coração, se eu pudesse. Eu metia me a frente de uma bala para ela não te atingir. Eu morria por ti.
Ele: …
Ela: Não fiques triste, eu vou amar te sempre, estando aqui ou não.
Ele: Então porque terminaste comigo?
Enfermeira: Ei, jovem, o tempo de visita já acabou.

O RAPAZ SAI, AS MÁQUINAS DE SUPORTE DE VIDA FORAM DESLIGADAS. ELA MORREU. 

Mas o que o rapaz não sabia é que a rapariga só fez aquelas perguntas para poder ouvi-lo dizer aquelas coisas uma última vez, e ela só terminou com ele porque ela só tinha mais três semanas de vida e pensou que assim lhe causaria menos dor, dando um tempo para ele esquecê-la antes dela morrer.

NO PRÓXIMO DIA:

O rapaz foi encontrado morto com uma arma na mão, e com um pequeno papel na outra, escrito:
Eu disse-lhe que levaria um tiro por ela, assim como ela disse que morreria por mim.
 
(O texto não é meu, mas não sei quem é o autor)

6 comentários:

  1. oh como gostei do texto. acho que já ultrapassei a barreira do gostar, não sei, já vivi muita coisa com ele, já passei coisas que jamais imaginavam passar.

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  2. e podes acreditar minha querida :)

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  3. É verdade, mas todos os dias penso no "se tivessemos feito tudo diferente"

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  4. O programa serve para ver se determinados vectores são colineares ou não :p

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  5. Pois, eu já lhes disse para eles irem trabalhar para a Microsoft :p

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